Transcrição
Contratar atletas como colaboradores Vamos lá.
O que têm em comum o filme Monstros S.A. e contratar desportistas como colaboradores?
É um filme que de certeza todos já viram.É sobre uma empresa, por isso se chama Monstros S.A.,que tinha como objetivo conseguir energia fazendo crianças gritarem.
Isso é totalmente negativo.Começam pelo mal e depois apercebem-se de que,afinal, não é preciso fazer as pessoas gritar ou chorar para obter o que precisam; podem consegui-lo através de bons momentos,de proporcionar bem-estar.
Para que as empresas possam dar o melhor de si e exista realmente essa cultura.
Há sempre duas formas de o fazer.A primeira, todos conhecemos.
Não digo disciplina, digo sacrifício.Esse é o caminho antigo,o meu caminho. E depois há outro, ligado ao desporto:através dos valores do desporto.
O desporto é o principal motor do bem-estar.As empresas, quando conseguem garantir bem-estar aos colaboradores...
Quando conseguimos...E aqui volto a Monstros S.A.: não se trata de fazer gritar as pessoas,mas de as fazer sorrir.
É aí que se consegue muito mais energia.Isto é algo que aprendi em muitos anos a praticar desporto.
E foi daí que surgiu a ideia: porque é que as empresas não contratam desportistas como colaboradores?
O desporto é esse motor de bem-estar.As pessoas, quando praticam desporto e cuidam de si,conseguem dar o melhor de si.
Há algum tempo escreveste um artigo intitulado “Porque é que as empresas precisam de desportistas como colaboradores?” Podes contar-nos um pouco mais sobre a tua tese?
Olha, faço desporto desde que tenho memória.Aprendi muitos valores.
O que quis transmitir nesse artigo foi o valor que os desportistas podem trazer às empresas,ao serem colaboradores motivados através do desporto.
Se tens pessoas que praticam desporto, é muito provável que consigas algo fantástico: queiram trabalhar em equipa.
E não importa se praticam um desporto individual ou não.
Quantas pessoas participam numa maratona em que treinam durante anos e, ainda assim, abrandar para chegar ao fim acompanhadas?
Uau! Preferem não bater o seu recorde para se sentirem acompanhadas.
E é por isso que acredito que é tão necessário nas empresas.
Graças ao trabalho em equipa que desenvolvo,graças a essa disciplina e constância,sei que amanhã vou cumprir,não a 90%, mas a 110%, a minha quota.
Mas, acima de tudo, sei que o que estou a fazer tem um bem comum,um propósito que não é apenas meu, mas de muitas outras pessoas.
Como se relaciona o sentido de pertença com o alto rendimento humano?
Como me sinto eu, na minha vida pessoal,se não dei o melhor de mim?
Quando falamos das frustrações das pessoas,muitas vezes vêm daí.
Não vêm de nada externo, não vêm de outras pessoas.
Vêm de ti mesmo,de não seres capaz de dar o melhor de ti.
Muitas vezes por medo ou por não querermos sair da nossa zona de conforto.
Se olharmos para o sucesso, tanto a nível empresarial como pessoal,baseado no que ganhamos ou no cargo que ocupamos… Na verdade, esse é o erro. Porque nunca estamos a ver muito mais além disso.
O sucesso nunca é chegar à meta. O sucesso é, primeiro,ter a coragem de estar na linha de partida;e, segundo, dar o melhor de ti próprio.
Quando dás o melhor de ti,o que mais podes pedir a ti mesmo?
Não se trata de olhar apenas para um resultado, para o curto prazo,mas sim de ver muito mais além.
Se o que estamos a fazer nos ajuda a crescer,e isso é dar o melhor de nós próprios ,é impossível crescer sem dar o melhor de nós.
